Kate voltou ao seu quarto nas masmorras, trancou a parta para que ninguém entrasse e se jogou na cama abraçando muito forte seu travesseiro como se fosse seu único aliado. Lágrimas corriam de seus olhos muito castanhos aveludado e puxados e a lembrança de Hanabi e aquele garoto Potter pairou sobre sua mente. Logo várias lembranças se misturavam com sua frustração. Jordan foi o primeiro filho do casal, sempre um bom aluno. Porém quando ela, Kate nasceu todos os olhos se voltaram para ela, e não havia concorrência entre ela e o irmão, que era talentoso, e ela seria a filhinha bonitinha e caçula para sempre, mas esse sonho se frustrou quando um ano depois nasceu Hanabi, um lindo bebezinho, de olhos puxados e claros e todos começaram a admirá-la e viver somente por ela. Com o passar dos anos se tornou uma garota talentosa em Beubatons e muito destemida, ela podia sentir que os garotos a desejavam, e Kate foi perdendo seu espaço gradativamente, e ninguém estaria mais do lado dela, nem mesmo Jordan, que não se incomodaria com uma pirralha que não faria diferença, pois tinha sua glória própria. A única saída seria fazer Hanabi ser expulsa da escola e fazer com que alguém a visse como ela realmente ela era para Kate, totalmente má e destruidora de vidas. Isso aconteceu e alguém pode apoia-lá, Anne, sua mãe começou a lhe dar novamente a atenção necessária mas faltava algo mais, seu pai também deveria amá-la, não somente àqueles traidores. Eles sempre eram os melhores aos olhos de seu pai, então precisaria arranjar uma maneira de se fazer notar. Pensou em ser expulsa de Beubatons, assim como a irmã, mas não poderia ser como aquela abominável. Tinha que haver outra forma, a única maneira seria se tornar má, algo que ninguém poderia ignorar, sabia que em Hogwarts tinha uma casa só para pessoas cruéis, então implorou para aquele chapéu a colocar na Soncerina. Mas para quê? Para ser menos prezada pelos colegas. Quando ela ira sair desse inferno. Kate estava ali naquele quarto imundo, enquanto Hanabi estava flertando com um garoto famoso. Não poderia ser assim, tinha que agir, não poderia deixar passar essa situação batido. Se ninguém a queria, ia impor sua presença e dedicar a sua vida a fazer Hanabi o mais infeliz possível, nem que custasse a própria vida.
Houve uma batida em sua porta e quando ela abriu para sua surpresa era Krum que estava do outro lado:
-Oi, minha filha! Posso entra? Faz muito tempo que quero fazer uma visitinha a minha filhinha.
- O... Oi, pai! Entre. – disse Kate que apesar de surpresa demonstrou total desprezo, talvez, como se nem ligasse para essa visita.
Krum entrando, observou o quarto com interesse, viu a cama desarrumada e o travesseiro molhado. Depois observou a filha ir se sentar em uma poltrona fofa e sentando-se na cama da filha olhou bem em seu rosto e seus olhos se encontraram por um momento, Krum pode notar um vestígio de magoa na filha e como estavam marejados, porém isso tudo a humanizava e tornava suas feições ainda mais bonitas. Porém a voz de Kate interrompeu a visão de seu:
- A que devo a vissita?
- A nada especial, faz tempo que não nos falamos direito, só queria te ver...
Todos esses anos você e seu irmão estudando fora, nunca nos vemos, já Hanabi... Bom, ela mora comigo e com sua mãe. Sinceramente, sentimos muito a falta de vocês...
- Ah, clarro?? E a que maiss deverria a visita a uma filha rejeitada?
-... Principalmente de você Kate, você sempre está afastada de mim. E sinceramente não sei como a minha filhinha pode parar nesse chiqueiro da Soncerina. Você merece glamour e conforto. – os olhos de Krum cintilavam - Filha, sei que você não é assim. Por favor, fale comigo, há anos que você se distancia de mim e não posso mais viver assim. – grossas lágrimas caíram de seus olhos, Kate pode perceber que eram cheias de emoções e teve pena – Não posso te perder!
- Talvez seja tarrde demais papa... 16 anos é tempe demais... Não dá para mudar 16 anos em uma visite... Todos esses anos, sozinha e isolada... Sem poder contarr com vcê... O quê acha que sou??? Um Robô sem sentimentos? Vcê não vai maiss me enganarr com suass lágrimas, seu velho tolle... – gritou Kate em resposta para o pai... Depois começou a chorar. – Não me venha com mais ilusões... Querro viverr minhe vida... Deixe-me em paz...
- Tudo bem, mas me prometa que vai pensar no assunto... Te amo minha filha... – disse Krum levantando-se e parando na porta para receber a resposta da filha.
-Tudo bem, vou pensarr...
Krum saiu fechando a porta e indo para o lugar reservado para professores e diretores de outras escolas. Foi para o seu quarto e lá encontrou sua mulher sentada na cama fazendo um bordado escrito Hanabi, outras agulhas de tricô também trabalhavam escrevendo os nomes de Kate e Jordan. Quando Krum entrou a voz de sua mulher se mostrou ansiosa quando perguntou:
-E ai? Como foi?
-Nada bom. Mas acho que consegui amenizar as coisas. Não acredito que fui eu o responsável por essas brigas... Se eu pudesse voltar atrás, tudo poderia ter sido diferente...
-Não se culpe, o que está remediado, remediado está...
-Não posso me conformar... -disse Krum- As coisas vão ter de mudar, nem que eu pague com a minha própria vida!
Falta do que fazer= idiotices {:
Há 17 anos





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